A fita que cala a boca não consegue vendar a alma. Muitas vezes, o silêncio imposto não é um sinal de derrota, mas o testemunho involuntário da força de uma verdade: só se tenta amordaçar aquilo que tem o poder de abalar certezas construídas sobre o medo.
Ser "incómodo" é, frequentemente, o preço de ser autêntico. Quando as estruturas grandes e rígidas tentam apagar as vozes pequenas, elas apenas confirmam que o pensamento livre é a ferramenta mais perigosa do mundo. A censura pode roubar o som, mas nunca a ressonância de uma ideia que já nasceu.
Que o silêncio forçado não nos intimide, mas nos lembre da nossa força.
Enquanto houver alguém disposto a pensar o que não é permitido, a luz da dissidência continuará a brilhar por entre as frestas do corredor mais escuro. A verdade não precisa de permissão para existir, apenas espera pelo momento em que o fôlego da coragem arranque a máscara da opressão.

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