Diz-se que a saúde é um silêncio. O silêncio perfeito de um corpo que funciona sem reclamar, de engrenagens invisíveis que nos movem enquanto a nossa mente se ocupa com pressas, prazos e vaidades.
É o luxo mais invisível do mundo.
Andamos distantes, obcecados em acumular o que se vê, esquecendo que a maior riqueza é, precisamente, aquilo que não se sente.
E depois, um dia, o silêncio quebra-se.
Basta uma linha torta num exame médico, uma dor que não passa com o anoitecer, ou um diagnóstico que grita nas paredes frias de um consultório para que o mundo mude de eixo.
Num segundo, o foco da vida encolhe.
O que era urgente passa a ser fútil; o que era uma ambição desmedida transforma-se num desejo ridículo de apenas querer acordar sem dor.
Sem saúde, a vida perde o tempero. Tudo se torna insípido, deslavado, sem sabor.
Não esperes que o teu corpo grite para começares a ouvir o que ele precisa. A vida é demasiado curta para ser vivida sem sabor. Olhar para a saúde como um dado adquirido é o erro mais caro que podemos cometer, porque quando ela se vai, leva consigo a cor de todos os nossos dias.
Imagem gerada por IA

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