Há no quotidiano de trabalho uma estranha exigência de firmeza imediata, um palco onde muitos desfilam com a armadura das certezas absolutas. Contemplo essa postura com um misto de perplexidade e distanciamento, pois não encontro em mim a inclinação para cultivar dogmas nem para me fechar em verdades inquestionáveis.
As certezas definitivas parecem-me, tantas vezes, ilusões frágeis que apenas mascaram o receio da complexidade. Prefiro a inquietação de quem questiona, aceitando que cada resposta encontrada traz consigo um feixe de novas perguntas.
Essa caminhada marcada por mais dúvidas do que certezas não nasce de uma hesitação estéril, mas do compromisso rigoroso de alicerçar continuamente o meu conhecimento. Procurar bases sólidas exige tempo, leitura, escuta e a permanente disponibilidade para rever o que julgava sabido. Não encaro o saber como um troféu estático, mas como uma matéria viva que se transforma à medida que aprofundo a compreensão dos problemas e do impacto das decisões que tomo no dia a dia.
É dessa postura humilde perante o conhecimento que surge a minha forma de estar em equipa.
Partilho o que vou aprendendo de forma livre e genuína com os meus colegas, sem calcular trocas nem guardar trunfos para benefício pessoal.
O saber perde o seu propósito quando serve apenas para exercer poder ou alimentar o ego; ganha, pelo contrário, todo o seu valor quando circula sem cobranças, tornando-se uma ferramenta coletiva que fortalece o trabalho de todos e constrói um espaço de cooperação verdadeiro.
Imagem gerada por IA

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