A arte de estragar com boa intenção

 


Há dias em que tentamos fazer o melhor pelos outros, mas sai tudo ao lado. 
Planeamos as coisas com toda a boa vontade do mundo e, no fim, parece que só estragamos o que faltava arranjar, seja com uma palavra dita a mais ou uma ajuda que ninguém pediu. 
A tentação é, desde logo, culparmo-nos e achar que não valemos nada. 
Só que estes tropeções não são defeitos inúteis; são a prova de que estamos a tentar sair da nossa zona de conforto. 
A perfeição não nos ensina nada porque não tem falhas, ao contrário das tentativas falhadas que nos obrigam a olhar para a realidade de frente e a perceber que a bondade precisa de mais do que boas intenções. 
É precisamente nestes erros que aprendemos a ser mais humildes e compreensivos. 
Quem nunca falha na tentativa de ajudar costuma achar que sabe tudo. 
Por isso, vale a pena continuar a tentar fazer o bem, mesmo quando corre mal, porque é isso que nos torna verdadeiramente humanos.

Imagem gerada por IA

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