Amor sem limites não é amor, é negligência.

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Há um amor que protege e outro que abandona disfarçado de ternura. O amor de mãe nasce do instinto de cuidar, mas amadurece na coragem de dizer não. Quando o afeto se recusa a impor limites, deixa de ser abrigo e transforma-se em ausência. Não porque falte presença física, mas porque falta orientação, fronteira, responsabilidade.

Educar não é apenas consolar quedas, é ensinar a caminhar. É permitir o choro, mas não a tirania. É ouvir, mas também corrigir. Muitos pais confundem amor com permissão total, talvez por culpa, talvez por medo de repetir erros antigos. No entanto, ao poupar os filhos ao desconforto da frustração, roubam-lhes a aprendizagem essencial: a de que o mundo não gira à sua volta.

O amor de mãe verdadeiro não quer filhos felizes a qualquer preço; quer filhos capazes. Capazes de respeitar, de esperar, de perder, de escolher. Limites não são muros — são mapas. Mostram até onde se pode ir e, sobretudo, onde começa o outro.

Amar é estar, é cuidar, é acolher. Mas também é formar. E formar exige firmeza, mesmo quando dói. Porque um amor que nunca contraria não protege: abandona.

 

Imagem gerada por IA

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