Entre asas e paraquedas

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A frase lembra-nos que a vida não se sustenta apenas na ousadia nem apenas na cautela. O progresso nasce quando o sonho e a prudência se encontram: o otimista aponta para o céu e cria asas, o pessimista olha para o chão e garante que a queda não seja fatal. Um mundo só de inventores ousados seria um castelo de cartas prestes a ruir; um mundo só de cautelosos, uma cidade que nunca se constrói.

Talvez o segredo esteja em compreender que otimistas e pessimistas não são opostos em guerra, mas aliados invisíveis na mesma construção. O primeiro alimenta a chama da possibilidade, arriscando-se a enfrentar o desconhecido; o segundo vigia para que essa chama não se transforme em incêndio. Um cria pontes para atravessar o abismo, o outro testa a resistência dos pilares antes do primeiro passo. Juntos, transformam sonhos em realidades sustentáveis, mostrando que até a imaginação mais audaz precisa de um alicerce firme para resistir ao tempo.

É no equilíbrio entre impulso e prevenção que a humanidade avança — voando alto, mas com a segurança de um pouso possível.

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