
Saber a hora de chegar e a hora de sair é, talvez, uma das formas mais silenciosas de sabedoria. Há um tempo certo para entrar na vida de alguém, para iniciar um projeto, para abrir uma porta. Mas há também um tempo preciso — e muitas vezes mais difícil — para partir. Ficar além do necessário desgasta, incomoda, transforma presença em peso. Chegar antes do tempo revela ansiedade; sair depois, apego desmedido.
Em cada lugar, em cada relação, existe um ritmo invisível, um compasso que pede escuta atenta. Saber ler os sinais, respeitar os espaços, perceber quando é hora de dizer "basta" ou "até logo" — isso é maturidade. Não se trata de fugir, mas de entender que o valor de uma presença está, muitas vezes, na sua medida. Nem demais, nem de menos. Apenas o suficiente para deixar saudade — nunca alívio.
Imagem: Pixabay
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