A dignidade de deixar ir

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Se alguém faz questão de ir embora, segure a porta — não a pessoa. Há despedidas que não pedem correntes, mas asas. O amor, o afeto, o respeito verdadeiro, não se sustentam em muros altos ou portas trancadas. Insistir em reter quem já partiu por dentro é construir prisão para dois: para quem fica e para quem se foi.

Há dignidade em permitir que o outro siga o caminho que escolheu, mesmo que o nosso coração deseje o contrário. Segurar a porta é um gesto de maturidade — é dizer: "vai em paz, e que a vida te leve até onde a tua alma encontrar abrigo". Porque quando alguém quer mesmo ficar, não é preciso segurá-lo. Ele fica. Por vontade, não por obrigação.

Segure a porta. O que é verdadeiro sempre encontra forma de voltar. E o que não é... já cumpriu o seu papel.

 

Imagem: Pixabay

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