A cura através do sal

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Dizem que a cura para qualquer coisa é água salgada: lágrimas, suor ou o mar. E talvez seja verdade — porque em cada gota há uma história de resistência.

As lágrimas limpam aquilo que a alma já não consegue carregar. São confissões silenciosas, desabafos sem palavras, a linguagem mais pura da dor e da esperança. Quando escorrem, não enfraquecem — libertam.

O suor é o testemunho de quem continua, mesmo cansado. Cada gota é um grito de luta, um sinal de que ainda há força, mesmo quando tudo parece desabar. O suor constrói pontes entre o que somos e o que desejamos ser. É a coragem transpirada.

E o mar...

O mar não julga, apenas acolhe. Nele, somos todos iguais — frágeis, pequenos, infinitos. O som das ondas embala aquilo que esquecemos de escutar: a nossa própria voz. O sal nos lábios, o vento no rosto, o horizonte sem fim... tudo nos lembra que a dor também passa, que tudo se transforma.

Lágrimas, suor ou o mar — cada forma de água salgada é um renascimento. E no fundo, talvez curar-se seja apenas isso: continuar a sentir, a lutar e a mergulhar, até que a alma volte a respirar.

 

Imagem: Pixabay

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