
A maioria tem peso, mas não tem, por si só, razão. Quando muitas vozes repetem a mesma ideia, cria-se a ilusão de verdade, como se o número pudesse substituir a lucidez. No entanto, a verdade não se decide por aclamação nem se curva ao conforto do consenso. Ela existe mesmo quando é incómoda, solitária ou silenciosa.
Confundir verdade com opinião dominante é abdicar do pensamento crítico e aceitar que o ruído vale mais do que o sentido. A história mostra-nos que, vezes demais, a maioria esteve errada — não por malícia, mas por medo, conveniência ou cegueira coletiva. A verdade exige coragem: a de escutar, duvidar e, se necessário, ficar em minoria. Porque aquilo que é verdadeiro não precisa de aplausos; basta-lhe ser.
Imagem: Pixabay
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