
A dor emocional não tem etiqueta de preço nem prazo de validade. Não se mede em horas, nem se paga com comprimidos. É uma ferida invisível que insiste em pulsar mesmo quando o corpo já não sente nada. A dor física avisa, grita, obriga-nos a parar; a emocional, essa, instala-se em silêncio e reorganiza a casa por dentro sem pedir permissão.
Há dores que se pagam com tempo, outras com coragem, outras ainda com a capacidade de nos olharmos ao espelho sem desviar os olhos. E, mesmo assim, nunca sabemos se já quitámos a última prestação. Dura o que tiver de durar — um sopro ou uma eternidade — mas nenhuma é em vão. Cada uma molda, purifica, transforma.
No fim, talvez o verdadeiro custo da dor emocional seja o caminho que nos obriga a percorrer: aquele que nos leva a conhecer quem realmente somos quando tudo o resto cai.
Imagem: Pixabay
0 Comentários
Muito obrigado pelo seu comentário.