
A verdade, por mais luminosa que seja, nada pode contra o olhar de quem escolheu a sombra. Um tolo determinado a acreditar numa mentira ergue muralhas de convicção mais sólidas do que qualquer argumento.
A mentira, quando alimentada pela vontade, torna-se fé — e a verdade, sem espaço para florescer, murcha no silêncio.
Que poder tem a razão diante da obstinação?
O diálogo torna-se eco, a prova torna-se suspeita, e o absurdo disfarça-se de lógica. Talvez o maior perigo não esteja na mentira em si, mas na serenidade com que o tolo a acolhe, chamando-a de “sua verdade”. E, nesse instante, o mundo perde um pouco mais da capacidade de distinguir o que é luz do que é chama.
Imagem: Pixabay
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