
Com o passar dos anos, o tempo deixa de ser inimigo e torna-se mestre. O corpo desacelera, mas a alma ganha um compasso mais sereno.
Já não há pressa em agradar, nem medo em dizer não; o que pesa é deixado para trás, o que vale fica ao nosso lado.
Já não corro atrás de aplausos, nem me dobro a espelhos. Hoje sei: a vida não se mede em anos, mede-se na coragem de ser quem somos — sem medo, sem desculpas.
As rugas surgem como rios desenhados na pele — não feridas, mas testemunhos.
O espelho já não dita sentenças: apenas reflete a coragem de quem viveu. E, enfim, compreende-se que envelhecer é descobrir a beleza de existir sem corridas, sem culpas, apenas com a leveza de ser inteiro.
Imagem: Pixabay
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