
Às vezes, vivemos tão imersos na tecnologia que esquecemos o quanto ela influencia — e até domina — o nosso modo de vida. A citação revela uma verdade inquietante: só quando tudo se apaga — o ecrã, o sinal, a ligação — é que somos confrontados com o vazio que deixámos crescer à nossa volta. O apagão, aqui, não é apenas literal, mas simbólico; é a interrupção forçada que nos obriga a encarar o silêncio, a ausência e a dependência. É nesse instante de escuridão que percebemos como a tecnologia, embora útil, pode lançar uma longa sombra sobre as relações humanas, o tempo livre, a natureza e até sobre a nossa própria autonomia. O que fazemos, então, quando as luzes se apagam, diz muito sobre quem nos tornámos.
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