
Há criaturas que vestem pele humana, mas cuja mente ainda rasteja nas sombras da caverna primitiva. Discutir com elas é tentar ensinar ética a um instinto, razão a um reflexo. Não há diálogo onde a consciência não despertou, apenas ruído — o eco do medo travestido de opinião.
Darwin talvez as observasse com fascínio científico: o elo perdido entre o pensar e o reagir, entre o compreender e o repetir. Mas nós, que procuramos sentido, não temos o luxo da curiosidade desinteressada. Discutir com o primitivo é como atirar pérolas ao abismo da ignorância — nada volta, e o som que retorna é apenas o rosnar daquilo que ainda não aprendeu a ser humano.
A sabedoria, às vezes, é o silêncio que se recusa a descer da árvore.
Imagem: Pixabay
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