
Se as ovelhas pastam em silêncio, que surpresa há em ver lobos à mesa do poder?
A passividade dos muitos é o convite dourado para a ferocidade dos poucos. E não será curioso que, quando o rebanho desperta para a fome dos predadores, já seja tarde demais? Talvez o mais intrigante não seja a crueldade dos lobos, mas a docilidade persistente das ovelhas.
Afinal, quem alimenta quem? E até quando o medo servirá de pastor?
E se, por ironia, os carneiros aplaudem os lobos, confundindo dentes com sorrisos, força com proteção? Chamam-lhes líderes, salvadores, até pastores.
No fundo, será o lobo tão culpado assim, ou apenas um espelho daquilo que o rebanho consente em ser: manso, calado e entregue?
Imagem: Pixabay
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