
A coragem de dizer a verdade não nasce da juventude impetuosa, mas da velhice desinibida.
Quando somos jovens, medimos cada palavra como quem joga xadrez contra o mundo: receamos perder peças, reputação ou amigos. Com o tempo, porém, percebemos que o tabuleiro é ilusório e que, afinal, ninguém estava tão atento assim às nossas jogadas.
Ironia das ironias: gastamos metade da vida a calar para não incomodar e a outra metade a falar porque já não temos paciência para calar.
A velhice, nesse sentido, não é apenas a libertação do corpo — é a emancipação da língua.
Imagem: Pixabay
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