
Na penumbra da tarde, onde o silêncio é a melodia de fundo, um copo de vinho repousa, como um segredo à espera de ser revelado. A luz que atravessa o líquido rubro dança na mesa, tingindo de vermelho o banal. Um gole, e o mundo desacelera; o instante expande-se, e no intervalo entre um sabor e outro, o comum torna-se extraordinário.
O vinho, cúmplice subtil, não diz palavra, mas segreda à alma que até o instante mais modesto carrega em si o potencial de ser eterno. E assim, brinda-se à vida, não pelo que é grandioso, mas pelo que é simples e, por isso mesmo, tão especial.
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