
Vejo com os olhos fechados,
escuto o silêncio ensurdecedor,
toco o vazio que pesa
como o tempo que nunca passou.
um vivo que nunca existiu,
uma sombra que se estende
sem que haja luz.
Sou ausência que pesa,
corpo que anda sem estar,
um nome que ecoa,
mas nunca foi chamado.
a verdade esconde-se atrás da mentira sincera,
o medo sorri,
e a coragem treme na escuridão.
Tudo se desfaz e se refaz,
o real pinta-se de ilusório,
o fim confunde-se com o começo
e eu caminho sem sair do lugar,
preso na dança infinita das palavras.
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